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A Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia, adiante designada por APEF é uma associação sem fins lucrativos, representativa dos interesses dos Estudantes do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MICF), representados pelas suas Associações/Núcleos de Estudantes Membros efectivos da APEF.

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Representação política

António Teixeira Rodrigues

Farmacêutico, Doutorando pela Universidade de Coimbra

“Pensar em saídas profissionais é hoje imperativo na abordagem fundamentada e consciente ao mercado de trabalho. Nesse contexto, o posicionamento da profissão farmacêutica é, sempre e desejavelmente, abordado na sua conceção de mercado, na sua afirmação setorial e na sua construção técnica. É exatamente aqui que surge a pergunta: de que forma a política, como ciência de governação, num sistema democrático, onde “o povo é quem mais ordena”, pode influenciar todo este sistema que afeta a vida de cada um dos novos farmacêuticos?

Vejamos o assunto por partes para que se entenda a importância da participação política e cívica:

  1. O que é política? O que é fazer política? Platão imortalizou este pensamento definindo o seu contrário: não participar é ser governado por quem é inferior. Em Democracia, esta verdade ganha outra dimensão: a participação de poucos é limitar a governação à opinião de poucos.
  2. De que forma se faz política? De todas as formas, desde que respeite a defesa de um interesse e a procura de um objetivo. Onde é que a política assume a sua plenitude, a sua nobreza? Exatamente quando o interesse é comum à sociedade e o objetivo é o bem de todos que a constituem.

Focando agora na questão profissional e na afetação política da mesma, importa entender:

  1. A abordagem ao mercado de trabalho tem de considerar a pluralidade da profissão farmacêutica. Hoje, as instituições de ensino adaptam-se, com interessante efetividade, às novas realidades da profissão, o que alarga os horizontes dos estudantes de Ciências Farmacêuticas.
  2. Nenhuma das áreas é a política, mas todas elas deverão estar relacionadas com política. Ou seja, a política per si não constitui, nem deve constituir, uma saída profissional, mas o contributo de todos é fundamental para que a política se materialize como reflexo das vossas necessidades e expectativas (explorando o binómio democracia participativa/ democracia representativa).
  3. Ao farmacêutico concebe-se, por definição, duas formas de participação no coletivo de profunda relevância: a participação política de cada um, em Partidos, Associações ou simplesmente na sociedade civil; e o contributo que emerge da competência técnica e profissional que lhe é reconhecida, capaz de contribuir, definir e construir a política de saúde em Portugal e que resulta de um imperativo ético da nossa profissão.

Assim, descartemos o visceral ceticismo e tenhamos a coragem de assumir o nosso desígnio geracional: façam política, no café ou na associação recreativa, na sala de aula ou no local de trabalho, subjugando o alheamento deliberado de H. Larreguy e pugnando pela afirmação fundamentada da profissão farmacêutica no contributo essencial para o desenvolvimento do coletivo.”