Comunicado - Carreira Especial Farmacêutica

A Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF), estrutura responsável por defender e representar os mais de quatro mil estudantes do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MICF) em Portugal, vem por este meio demonstrar o seu profundo desagrado pelo consecutivo adiamento no restabelecimento da Carreira Especial Farmacêutica no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Tal como havíamos dado conta em anterior comunicação, aquando da consulta pública do diploma publicado no Boletim do Trabalho e Emprego datado de dia 3 de abril, a Carreira Especial Farmacêutica apresenta-se como um fator essencial nas expectativas dos futuros farmacêuticos do país. O restabelecimento de uma carreira própria na administração pública permitirá desenvolver mecanismos de especialização e desenvolvimento, não só dos profissionais que já desempenham funções no SNS, mas também de todos os estudantes que anualmente terminam o seu ciclo de estudos em Ciências Farmacêuticas e assumem a farmácia hospitalar como sua ambição.

Concorda a APEF que assegurado o inócuo impacto financeiro desta medida, não existem razões que justifiquem a recusa da publicação do diploma, representando tal decisão um voraz atentado ao trabalho dos profissionais e aspirações dos futuros farmacêuticos. O prolongamento por mais de vinte anos desta decisão produz um efeito negativo no desenvolvimento da profissão farmacêutica e consequentemente nos cuidados de saúde prestados ao cidadão.

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