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A Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia, adiante designada por APEF é uma associação sem fins lucrativos, representativa dos interesses dos Estudantes do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MICF), representados pelas suas Associações/Núcleos de Estudantes Membros efectivos da APEF.

Noruega

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Nome : Helena Martins Pinto

Profissão : Provisorfarmasøyt na Vitusapotek

País : Noruega

 

“O meu nome é Helena Martins Pinto e terminei o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto em maio de 2014. No mesmo mês, iniciei o meu percurso profissional – como a maioria dos jovens farmacêuticos nos dias que correm – com um estágio profissional. A farmácia comunitária sempre foi a minha área de interesse e, por isso, integrei o meu estágio numa farmácia no centro da cidade do Porto. Não posso negar que foi uma experiência gratificante, que me permitiu desenvolver as minhas capacidades, na área do medicamento, mas, especialmente, em gestão e marketing. 

Os colegas com quem trabalhei foram sempre extremamente solícitos e todos os conhecimentos que adquiri me permitiram compreender a logística associada a uma farmácia. Inevitavelmente, chegou o dia em que senti que precisava de “crescer” e rapidamente percebi que dificilmente o iria conseguir, nos dias que correm e no país que me encontrava.

Ao longo do meu percurso académico procurei sempre colaborar em estágios extracurriculares e, especialmente, viver experiências profissionais internacionais. Integrei o programa SEP (Student Exchange Program), estagiando numa farmácia comunitária na Eslováquia e integrei o programa Erasmus, no Hospital SS. Anunziata, na Sardenha. Ambas as experiências foram extremamente gratificantes e plantaram em mim o “bichinho” da emigração. No entanto, quando terminei o curso não imaginava que um ano depois estaria a estudar uma nova – e difícil - língua e a preparar-me para mudar para um novo e muito diferente país.

Como vim parar à Noruega? No final do ano passado vi um anúncio na página do EURES (European Employment Services) que dizia que a Noruega estava à procura de farmacêuticos. Pedi mais informação e fiquei a saber que era uma cadeia de farmácias norueguesa que estava a recrutar. Enviei o meu currículo e, uns meses depois, fui chamada para a entrevista e selecionada para começar o curso de norueguês, pago pela empresa. Perante esta oportunidade, deixei o meu emprego no Porto e mudei-me para Lisboa para quatro meses de curso intensivo de norueguês. Após o curso, mudei-me para cá e comecei imediatamente a trabalhar.

A minha função como farmacêutica assenta em várias áreas, aliando a vertente de profissional do medicamento à vertente de gestão e marketing. O que, de uma forma geral, não difere muito da função equivalente em Portugal. Aqui o farmacêutico é um profissional de saúde muito valorizado, tanto pelos médicos como pelos utentes. Sinto que desenvolvo um trabalho de enorme valor e responsabilidade, muito gratificante e respeitado. As farmácias aqui estão organizadas de forma diferente de Portugal, sendo que há uma separação entre receituário e venda livre. Grande parte do meu dia é passada no balcão do receituário, visto que a dispensa de medicamentos sujeitos a receita médica é uma função reservada a farmacêuticos.

A meu ver, não há lugar para acomodação no setor farmacêutico. É do nosso interesse estar em constante evolução e aprendizagem. Procurei sempre aproveitar todas as oportunidades de adquirir conhecimento extra e lado a lado com o meu trabalho como farmacêutica comunitária, o meu lado de cosmectics aficionada levou-me a escrever o Perfect Skin. Não tenho dúvidas que, tanto as minhas experiências internacionais prévias, como o blog, foram fatores determinantes no facto de ter sido selecionada de entre meia centena de pessoas. O conselho que posso dar aos futuros farmacêuticos é: aproveitem todos os estágios, todos os congressos, todas as oportunidades, aprendam línguas, não se limitem a ser “só” estudantes de farmácia.”