Perspetiva Histórica

Outubro de 1975 assinala a fundação da Associação Nacional das Farmácias, mas representa também o culminar de uma transformação que se começou a operar com o 25 de Abril de 1974, a qual ditou o desaparecimento do Grémio Nacional das Farmácias, estrutura corporativa existente no Estado Novo (1933-1974), e o surgimento, no seu lugar, de uma nova organização, assente nos princípios do livre associativismo, transcritos para os seus Estatutos, aprovados pouco antes, em julho de 1975.

Na rica história deste período inicial destaca-se o Grupo de Cascais pela influência decisiva que teve na construção de uma associação de farmácias nacional, livre e democrática.

Entre o vastíssimo trabalho da ANF em defesa dos interesses profissionais e económicos das Farmácias, com uma preocupação sempre presente de os fazer coincidir com reais vantagens para os doentes e o próprio SNS, distingue-se, em 1980, o trabalho em prol da definição de um método de fixação do preço dos medicamentos e do fim dos descontos no fornecimento destes às caixas de previdência.

Assinala-se também o protocolo efetuado com o Ministério da Saúde, em 1988, que ditou a centralização do pagamento referente aos fármacos comparticipados pelo SNS na ANF e permitiu à Associação fazer o adiantamento dos reembolsos às Farmácias.

Este fator foi de absoluta relevância, por ser sinónimo de desenvolvimento e sustentabilidade económica do Setor, algo nunca conseguido nas relações diretas, face aos sistemáticos atrasos do Estado. O término do acordo, em 2007, deu origem à FINANFARMA, instituição que cumpre, atualmente, a mesma função.

Nesse mesmo ano de 2007, em virtude da aprovação, em agosto, da lei que veio liberalizar a propriedade das Farmácias, realizou-se uma significativa alteração nos estatutos da ANF para permitir a filiação dos proprietários de Farmácia não farmacêuticos, alteração que se volta a realizar em 2015.

O percurso da ANF é recheado de projetos e parcerias em diversos campos e planos da profissão, mas que, em comum, tiveram um fim constante: apoiar as Farmácias na prestação de um serviço com elevados níveis de qualidade e excelência. Os primeiros 40 anos da nossa história, comemorados em 2015, são revividos no livro "Uma História da Farmácia “, dos autores Carina Machado e Paulo Martins.

Foram muitos os obstáculos que se ultrapassaram ao longo dos anos, assim como muitos serão os desafios que a força, a coesão e a competência da ANF continuará a saber vencer, enquanto organização forte e fortemente empenhada na defesa das Farmácias.

 

Estrutura e Funcionamento

  • Fundada em outubro de 1975

  • Representa os proprietários de farmácia

  • 1 sede (Lisboa) e 2 delegações (Coimbra e Porto)

  • Estrutura descentralizada, composta por agrupamentos de 50 farmácias

  • Representada localmente por delegados de círculo, de zona e regionais, eleitos pelos sócios

  • Missão: Fazer das farmácias a rede de cuidados de saúde primários mais valorizada pelos portugueses

  • Áreas de intervenção: Política/Associativa, Profissional, Empresarial, Suporte ao Desenvolvimento do Negócio da Farmácia, e Económica e Financeira

  • Mais de 2.780 farmácias filiadas (95% do total nacional)

 

Perspetivas Futuras e Desafios

As Farmácias são o centro das preocupações da ANF. A atual Direção propõe-se a defender as Farmácias e a Proteger o Futuro, concentrado as atenções nos seguintes vetores fundamentais:

  • Desenvolver meios de apoio à gestão da Farmácia;

  • Redefinir o relacionamento com a indústria e a distribuição farmacêutica;

  • Definir e implementar novas formas de relacionamento das Farmácias com a população.

Estamos no limiar de um novo ciclo na relação entre o Estado e as Farmácias. Este reconhecimento abre a porta à valorização das Farmácias enquanto rede de prestação de cuidados ao serviço das populações. As Farmácias estão preparadas para um novo quadro de intervenção para além da dispensa de medicamentos.