O papel do farmacêutico, em saúde, não se desenvolve só no âmbito do medicamento. A sua vasta formação e o seu percurso histórico são, igualmente, sinónimos de qualidade e confiança em outras aéreas, como na do laboratório clínico.

O reconhecimento da qualidade do farmacêutico e do exercício efetivo das suas competências nesta área de atividade pode ser facilmente corroborado pelo facto de, na sua grande maioria, a Direção Técnica (e a propriedade) dos Laboratórios de Análises Clínicas em Portugal serem de farmacêuticos, os quais em muito contribuíram para o grande salto na melhoria dos indicadores de saúde que se verificou em Portugal após o 25 de Abril.

Com a evolução da tecnologia, o relevo dado ao exercício farmacêutico tem vindo a crescer de uma forma acentuada. De facto, tem vindo a acentuar-se a tendência para conferir exclusivamente ao médico e ao farmacêutico competências e formação idênticas no âmbito das análises clínicas. O farmacêutico Especialista em Análises Clínicas já não é apenas o executante, o realizador de análises, é um consultor. O reconhecimento e a implementação destas competências de consultoria aos farmacêuticos especialistas assumem-se como contributos de significativa importância para a racionalização dos custos associados em saúde, tão importante no momento delicado em que vivemos, e para a qualidade em saúde.

Em relação às perspetivas futuras nesta área os desafios que se impõe são os seguintes:

·         Atualização constante, principalmente devido ao avanço das tecnologias;

·         Formação específica, direcionada para a área técnica e clínica;

·         Formação geral nas áreas da gestão de empresas e sistemas de qualidade.

Numa altura em que se assume imperativa uma assertiva gestão dos recursos existentes, é de realçar o papel das análises clínicas no diagnóstico e monitorização das doenças e, nessa sequência, o papel do farmacêutico analista clínico na correta seleção das análises a realizar nas várias circunstâncias.